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RS enfrenta pior tragédia climática do estado, e chuvas devem piorar até o fim de semana; entenda causas

As chuvas da última semana resultaram em graves danos de infraestrutura e causaram a trágica perda de 29 vidas no Rio Grande do Sul. Especialistas identificaram três principais causas por trás deste fenômeno, que se tornou a maior catástrofe climática da história do estado.

Desde a última sexta-feira (26), quando o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta de tempestades para o estado, a situação climática tem se deteriorado. Mais de 14.000 pessoas foram deslocadas de suas casas devido às tempestades, e o número de óbitos confirmados atingiu 29, com 60 pessoas ainda desaparecidas.

Os especialistas alertam que a situação pode se agravar devido à interação de três fenômenos na região. O primeiro é o Cavado, uma corrente de vento intensa que causa instabilidade climática. O segundo é um corredor de umidade vindo da Amazônia, que amplifica a força das chuvas. Por último, um bloqueio atmosférico, causado pela onda de calor na região central do país, desvia a chuva para os extremos do Brasil.

Fábio Luengo, meteorologista da Climatempo, explica que o cenário instável na região foi agravado pela combinação desses fatores, resultando em intensificação das chuvas. Ele ressalta que embora a região Sul seja propensa a tempestades nesta época, o evento atual se tornou uma catástrofe devido à mudança nos padrões climáticos.

Marcelo Seluchi, coordenador do Cemaden, alerta que a soma dessas condições cria o cenário para o que pode se tornar o maior volume de chuva já registrado no estado. O órgão continua monitorando a situação, alertando sobre o volume de chuvas e o risco de deslizamentos, prevendo acumulados de até 400 milímetros até sábado (4), somando-se aos mais de 300 milímetros já registrados nos últimos quatro dias.

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