CFM interdita registro de médico envolvido na morte de paciente após hidrolipo
O Conselho Federal de Medicina (CFM) decidiu interditar o CRM — registro profissional que autoriza a atuação médica — do cirurgião Josias Caetano dos Santos, alvo de um mandado de prisão preventiva após a morte da paciente Paloma Lopes Alves em uma hidrolipo.
A interdição foi solicitada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e entrou em vigor em 20 de fevereiro. Segundo o Cremesp, trata-se de uma medida cautelar com validade inicial de seis meses, podendo ser prorrogada por até um ano.
A Justiça determinou a prisão preventiva do médico, de uma das proprietárias da clínica e de funcionários do estabelecimento. A proprietária foi localizada e detida em Guarulhos, enquanto os demais envolvidos, incluindo o cirurgião, continuam foragidos.
Relembre o caso
Paloma Lopes Alves, de 31 anos, faleceu após passar por uma hidrolipo na clínica Maná Day, na zona leste de São Paulo, no dia 26 de novembro de 2024. Durante o procedimento realizado pelo médico Josias Caetano, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória e perdeu a consciência.
A paciente foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde chegou sem vida. O laudo médico apontou embolia pulmonar como a provável causa da morte.
O Cremesp reforça que, apesar de a lipoaspiração ser considerada um procedimento seguro quando conduzido adequadamente, ela exige qualificação técnica, infraestrutura apropriada e o cumprimento rigoroso das normas de segurança e ética médica.