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Bispo Bruno Leonardo é citado em relatório da PF por vínculo com PCC

O bispo Bruno Leonardo foi mencionado em relatórios da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) devido a movimentações financeiras consideradas suspeitas entre a Igreja Batista Avivamento Mundial, à qual está vinculado, e uma empresa sob investigação por supostos vínculos com Willian Barile Agati, apontado como “concierge” da cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Com mais de 50 milhões de seguidores no YouTube, Bruno Leonardo é um dos maiores influenciadores religiosos do Brasil e líder da Igreja Batista Avivamento Mundial, sediada em Salvador. No Instagram, ele acumula 9,7 milhões de seguidores.

Willian Barile Agati é suspeito de atuar como uma espécie de facilitador da alta cúpula do PCC e de integrar um grupo envolvido no tráfico internacional de drogas. As transações suspeitas entre a igreja e a empresa ligada a Agati constam nos documentos da Operação Mafiusi, que investiga 14 pessoas por suspeita de lavagem de dinheiro oriundo do tráfico de cocaína para a Europa. O bispo, entretanto, não é alvo direto da investigação.

Segundo a Polícia Federal, Agati foi apelidado de “concierge” da cúpula do PCC por prestar diversos serviços ao grupo criminoso, incluindo suporte logístico para exportação de drogas e a manutenção de uma rede de empresas possivelmente utilizada para lavagem de dinheiro.

Um relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira (Coaf) identificou as movimentações financeiras suspeitas. Entre elas, destacam-se sete transferências, totalizando R$ 2,2 milhões, da Igreja Batista Avivamento Mundial para a empresa Starway.

Até o momento, a defesa do bispo Bruno Leonardo não se pronunciou sobre o caso. As informações são do jornal Metrópoles.

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