Goleiro Bruno é desligado do Capixaba após denunciar falta de estrutura e salários atrasados
Condenado pelo assassinato de Eliza Samúdio, o ex-goleiro Bruno Fernandes voltou a ser notícia ao anunciar sua saída do Capixaba, clube do Espírito Santo. A passagem do atleta pela equipe durou poucos dias e terminou em meio a acusações de problemas internos, como atrasos salariais e condições precárias de alojamento.
Segundo Bruno, sua dispensa ocorreu após cobrar melhorias para os jogadores. Em vídeos publicados nas redes sociais, ele afirmou que buscou diálogo com a diretoria de forma pacífica, mas acabou sendo afastado. “Fui mandado embora por cobrar o certo: salários atrasados e estrutura melhor para os atletas. Saio de cabeça erguida, porque não compactuo com pilantragem”, declarou.
Presidente nega acusações
O presidente do Capixaba, Daniel Costa, rebateu as críticas e garantiu que os vencimentos estão em dia, com previsão de pagamento até 10 de fevereiro. Ele também explicou que o alojamento oferecido aos atletas é temporário, com beliches e alimentação básica, devido às dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube.
Sobre o desligamento, Costa afirmou que não se tratou de uma demissão, mas de um corte de gastos após a desistência de investidores. “Bruno recebeu metade do salário em menos de dez dias de contrato, mas não conseguiu conciliar treinos com sua agenda. Por isso, a comissão decidiu não manter o vínculo”, disse.
Antes da polêmica no futebol capixaba, Bruno já havia voltado aos holofotes pela possibilidade de reencontrar o filho Bruninho, fruto de seu relacionamento com Eliza Samúdio. O encontro seria registrado em um documentário, mas acabou cancelado após o adolescente, de 15 anos, passar mal ao ser informado da situação.
Bruninho segue carreira como goleiro nas categorias de base do Botafogo e já integra a Seleção Brasileira sub-17, sendo considerado uma das promessas da posição.

