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PMs presos em operação contra esquema de segurança armada de Rogério Andrade

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, nesta quinta-feira (29), a segunda fase da Operação Pretorianos, que investiga a participação de policiais militares – da ativa e aposentados – em um esquema de proteção armada e corrupção ligado ao contraventor Rogério de Andrade, figura central do jogo do bicho no Rio de Janeiro.

Nesta etapa, foram presos os PMs reformados Carlos André Carneiro de Souza e Marcos Antonio de Oliveira Machado, acusados de integrar a equipe de segurança pessoal de Andrade e de seus familiares. Ambos foram denunciados pelo Gaeco/MPRJ (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado) por organização criminosa e corrupção ativa.

Segundo a denúncia, Carneiro chegou a pagar propina a um policial da ativa para obter informações sigilosas sobre operações e direcionar ações contra estabelecimentos de jogos clandestinos controlados por grupos rivais.

A primeira fase da operação, realizada em março de 2024, cumpriu cerca de 50 mandados de busca e apreensão e resultou em 18 prisões. Ao todo, 31 pessoas já foram denunciadas por envolvimento na organização criminosa, incluindo policiais expulsos da corporação.

De acordo com o Gaeco, os integrantes da rede de proteção se autodenominavam “Vampiros” e atuavam para garantir a segurança de Rogério de Andrade. O grupo monitorava agentes públicos, interferia em operações policiais e acompanhava a movimentação de veículos próximos à residência do contraventor. Além disso, teria participado de disputas territoriais pelo controle do jogo do bicho.

Histórico de violência

Rogério de Andrade, sobrinho do lendário bicheiro Castor de Andrade, assumiu parte dos negócios da família após a morte do tio em 1997. A disputa pelo controle do jogo do bicho envolveu seu primo Paulo Roberto de Andrade (Paulinho) e o genro de Castor, Fernando Iggnácio.

Paulinho foi assassinado em 1998, em crime atribuído a Rogério, que expandiu seus domínios sobre as áreas controladas por Iggnácio. Entre 1999 e 2007, a rivalidade entre os dois resultou em cerca de 50 mortes, incluindo policiais ligados ao esquema.

Em novembro de 2020, Fernando Iggnácio foi executado no Recreio dos Bandeirantes, após desembarcar de um helicóptero vindo de Angra dos Reis. Ele foi atingido por disparos de fuzil calibre 5,56, episódio que reforçou a violência histórica ligada ao jogo do bicho no Rio.

Situação atual

Rogério de Andrade já está preso desde novembro de 2024, no Presídio Federal de Campo Grande (MS), onde responde pelo homicídio de Fernando Iggnácio.

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