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Páscoa 2026: ovos de chocolate sobem até 26% após alta histórica do cacau

Os ovos de Páscoa já ocupam espaço nas prateleiras dos supermercados, mas em 2026 chegam bem mais caros. Segundo levantamento do portal Seu Dinheiro, alguns dos produtos mais populares registraram aumentos expressivos, reflexo da crise global do cacau em 2024.

Principais reajustes

  • Sonho de Valsa 277g (Lacta): alta de 26,64% (de R$ 45,00 para R$ 56,99)
  • Crocante 227g (Garoto): aumento de 24,98% (de R$ 48,00 para R$ 59,99)
  • Tortuguita Baunilha 120g (Arcor): leve queda de 0,02% (de R$ 43,00 para R$ 42,99)

O IPCA confirma a tendência: chocolates em barra e bombons subiram 24,77% nos últimos 12 meses.

Impacto do cacau e da logística

A alta está ligada ao choque no preço do cacau em 2024, provocado pelo El Niño, doenças fúngicas e envelhecimento das lavouras em países como Gana e Costa do Marfim, responsáveis por 60% da produção mundial. O déficit global chegou a 700 mil toneladas.

Além do cacau, insumos como leite, açúcar, frete e dólar também influenciam os preços, segundo a Abicab.

Produção e recuperação

De acordo com Ahmed El Khatib (FECAP), os preços elevados estimularam investimentos em países como Costa do Marfim, Equador e Brasil. No Brasil, a Bahia recupera produtividade e o Pará amplia a produção. Apesar da melhora, o cenário segue volátil e dependente do clima.

Alternativas para o consumidor

O economista Marcelo Ferreira sugere opções para quem não quer abrir mão do chocolate:

  • Trocar ovos por barras e caixas de bombom, mais baratos por grama.
  • Apostar em produções artesanais locais, que costumam ter preços menores.
  • Comprar ovos após o domingo de Páscoa, quando os valores caem.

Queda do cacau e perspectivas

Enquanto os ovos encarecem, o preço da arroba do cacau despencou na Bahia: de R$ 803,69 em 2025 para R$ 238,19 em 2026, segundo a Faeb. A ICCO projeta superávit global de 200 mil toneladas até o fim do ano.

Mesmo assim, especialistas avaliam que os preços finais dificilmente voltarão aos níveis pré-crise, já que custos estruturais como energia, logística e exigências ambientais permanecem elevados.

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