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Caso Gisele Alves Santana: Polícia reconstitui morte de policial militar em São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (2) a reconstituição da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do caso, inicialmente registrado como suicídio, mas que agora é tratado como morte suspeita.

Contexto do caso

  • Gisele foi encontrada ferida em 18 de fevereiro e não resistiu após ser socorrida ao Hospital das Clínicas da USP.
  • O oficial relatou que a esposa teria disparado contra si após uma discussão, enquanto ele estava no banho.
  • Familiares contestam essa versão e afirmam que o relacionamento era marcado por conflitos e comportamento abusivo.

Acusações da família

  • Parentes afirmam que Gisele planejava pedir o divórcio e chegou a ligar para o pai pedindo ajuda para sair de casa.
  • Segundo relatos, o tenente-coronel teria enviado vídeos ameaçadores e exercia forte pressão psicológica.
  • A filha de 7 anos da policial, de um relacionamento anterior, teria presenciado episódios de violência psicológica.
  • A mãe da vítima relatou que o oficial proibia o uso de batom, salto alto e perfume, além de impor regras rígidas para tarefas domésticas.

Investigações em andamento

  • O caso está sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Militar e da Polícia Civil, que buscam reunir provas para esclarecer o ocorrido.
  • A Secretaria da Segurança Pública informou que diligências continuam e que a investigação segue em curso.
  • Até o momento, o tenente-coronel não figura oficialmente como suspeito no inquérito.

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