Casos de esporotricose aumentam na Bahia: entenda a doença e como proteger seu pet
Os registros de esporotricose em humanos dispararam na Bahia, especialmente em Salvador e cidades vizinhas, segundo a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab). A doença, causada por fungos do gênero Sporothrix, passou a integrar a lista de notificação compulsória nacional desde março de 2025, conforme a Portaria GM/MS Nº 6.734, obrigando unidades de saúde públicas e privadas a reportarem casos suspeitos e confirmados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
O que é a esporotricose
A esporotricose é uma micose que provoca lesões na pele. Inicialmente, aparecem pequenos nódulos, que podem evoluir para úlceras abertas com secreção. Essas feridas têm dificuldade de cicatrização e podem se espalhar pelo corpo. Em casos mais graves, a infecção pode atingir órgãos internos, como o pulmão.
Principais transmissores
Os gatos são os animais mais afetados e também os principais transmissores da doença. De acordo com a médica veterinária Paloma Santana, fatores como disputas de território e comportamento específico dos felinos explicam a maior incidência nesses animais. No entanto, outros animais e humanos também podem contrair a infecção.
Tratamento
O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos e dura, no mínimo, três meses. Quanto mais cedo o paciente iniciar a terapia, maiores são as chances de cura. A demora pode prolongar o tempo de recuperação e reduzir a eficácia do tratamento.
Prevenção
- Evitar contato com animais que apresentem feridas suspeitas.
- Levar o pet ao veterinário diante de sintomas como caroços ou úlceras na pele.
- Manter acompanhamento médico em casos confirmados.

