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Servidores denunciam sucateamento do Planserv em audiência pública na Câmara de Salvador

Na manhã desta quarta-feira (1º), servidores públicos baianos beneficiários do Planserv participaram de uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador para denunciar problemas enfrentados com o plano de saúde. O encontro ocorreu no Auditório do Centro Cultural e expôs críticas sobre reajustes considerados abusivos e dificuldades no atendimento.

Principais problemas relatados

  • Descredenciamento de unidades de saúde
  • Limitação de atendimentos em emergências e exames
  • Escassez de especialistas disponíveis
  • Reajustes de mensalidades de até 130%

Desde o início de 2026, entrou em vigor a nova lei estadual que estabelece cobrança de 5,5% do salário dos servidores como mensalidade. Em 2027, esse percentual chegará a 6%, enquanto a contribuição do Estado será ampliada gradualmente até atingir 4%. Antes da mudança, havia um teto máximo de R$ 721.

Voz dos servidores

Rosângela Monteiro, coordenadora do movimento Coletivo Independente Devolvam Nosso Planserv, criticou a falta de transparência:

“Com a reestruturação, tivemos a pior consequência: aumento abusivo nas contribuições. Ninguém explicou isso de forma clara. Nós somos tratados como lixo”, afirmou.

Silvio Pereira Gois, diretor de comunicação do Sindsemp, também destacou a ausência de representantes do governo estadual na audiência:

“É inadmissível que não tenha um representante do Estado e do Planserv aqui. É obrigação prestar esclarecimentos quando convocado.”

Reações políticas e ações judiciais

O vereador e médico Cezar Leite (PL), que presidiu a sessão, lembrou que já havia acionado o Ministério Público contra o plano em mandatos anteriores, sem solução definitiva.

Diante dos aumentos, entidades representativas dos servidores se mobilizam na Justiça. A Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Feira de Santana (Adufs) ajuizou uma ação coletiva em caráter de urgência para tentar barrar os reajustes, alegando que políticas de desfinanciamento do Estado levaram ao colapso do Planserv.

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