Cachês milionários impactam agenda junina na Bahia
Xand Avião fica sem shows no São João baiano pela primeira vez em mais de duas décadas
O cantor Xand Avião não irá se apresentar em cidades da Bahia durante o São João de 2026. A ausência marca um momento inédito na trajetória do artista, que há 24 anos mantinha presença constante nos festejos juninos do estado.
A mudança acontece em meio à decisão adotada por diversas prefeituras baianas de estabelecer um teto de R$ 700 mil para contratação de atrações musicais. A iniciativa ganhou força após articulação liderada pelo prefeito de Cruz das Almas, Ednaldo Ribeiro, em parceria com a União dos Municípios da Bahia.
Durante entrevista ao jornalista Leo Sampaio, do Pida!, Xand lamentou não participar das festas juninas baianas neste ano e destacou a importância do estado em sua carreira.
“Foi na Bahia que eu entendi a grandiosidade do São João. A Solange Almeida teve um papel importante nisso. É o primeiro ano que fico fora dessa festa tão especial, mas espero retornar em breve”, afirmou.
De acordo com o Painel Junino do Ministério Público da Bahia, o artista esteve entre os cachês mais altos pagos pelas prefeituras em 2025. No último São João, Xand realizou apresentações em seis municípios baianos, recebendo valores que chegaram ao limite atualmente estipulado pelas cidades.
Outro nome que esteve no centro do debate foi o de Wesley Safadão, que recebeu R$ 1,1 milhão por cinco apresentações no estado durante o período junino do ano passado. O cantor chegou a responder às críticas envolvendo os altos valores pagos pelos municípios.
“Estamos apenas realizando o nosso trabalho. Tudo acontece dentro da legalidade”, declarou o artista recentemente.
As discussões sobre os altos investimentos em atrações musicais seguem movimentando o cenário político e cultural do Nordeste, principalmente em cidades que utilizam recursos públicos para a realização das tradicionais festas juninas.

