Salvador

Criminosos que atraíam vítimas por aplicativos de relacionamento são presos em Salvador

Dois homens suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em atrair vítimas por meio de aplicativos de relacionamento e redes sociais foram presos na manhã desta sexta-feira (26), em Salvador. A ação faz parte da Operação Pilot, conduzida pela Polícia Civil, que investiga uma série de crimes como roubo, extorsão, estupro, cárcere privado e associação criminosa.

As prisões ocorreram no bairro da Federação, onde também foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.

Embora a identidade dos suspeitos não tenha sido divulgada oficialmente pela Polícia Civil, eles foram identificados como João Gabriel Ornelas Ramos e Rafael Gonçalves Mendes, ambos de 23 anos.

De acordo com as investigações da 7ª Delegacia Territorial (DT/Rio Vermelho), o grupo utilizava plataformas digitais para conquistar a confiança das vítimas. Após o primeiro contato, os encontros eram marcados, principalmente às sextas-feiras e durante os fins de semana.

No entanto, em vez de seguirem para o destino combinado, as vítimas eram levadas para outro imóvel sob o argumento de que o local seria mais reservado. Lá, permaneciam em cárcere privado por pelo menos duas horas.

Durante esse período, os criminosos, armados com armas de fogo ou facas, obrigavam as vítimas a desbloquear os celulares para realizar transferências bancárias. Além do dinheiro, cartões bancários, aparelhos eletrônicos e outros objetos de valor também eram roubados.

As investigações apontam ainda que algumas vítimas sofreram agressões físicas e foram submetidas à violência sexual durante as ações criminosas.

Até o momento, cinco inquéritos policiais deram sustentação à Operação Pilot. No entanto, a Polícia Civil acredita que o grupo tenha feito mais de 15 vítimas e segue com as investigações para identificar outras pessoas que possam ter sido alvo da quadrilha.

Segundo a corporação, os elementos reunidos indicam que a organização criminosa atuava há cerca de cinco meses, com funções bem definidas entre os integrantes e uma seleção criteriosa das vítimas, utilizando ferramentas digitais para facilitar a aproximação e dificultar a identificação dos autores.

A Operação Pilot foi iniciada há aproximadamente 40 dias e contou com o apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM) para o cumprimento dos mandados judiciais. As investigações continuam para identificar possíveis comparsas e ampliar o alcance da operação.

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