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Jaques Wagner defende união entre governos no combate ao crime organizado e critica politização da segurança pública

O senador Jaques Wagner (PT) defendeu, nesta sexta-feira (24), uma atuação conjunta entre os governos federal, estadual e municipal no combate ao crime organizado. Em entrevista concedida à Rádio Andaiá FM, de Santo Antônio de Jesus, o parlamentar afirmou que a violência é um problema estrutural e criticou a tentativa de atribuir a responsabilidade pela criminalidade a partidos ou grupos políticos.

Ao comentar os índices de violência na Bahia, Wagner ressaltou que o crime organizado não faz distinção entre gestões ou legendas partidárias. Segundo ele, associar a criminalidade exclusivamente à administração de determinados municípios representa uma simplificação de um problema complexo, que exige ações coordenadas em diferentes esferas do poder público.

O senador destacou que, embora a segurança pública seja uma atribuição dos estados, os municípios também desempenham papel importante na prevenção da violência. Entre as medidas citadas estão investimentos em iluminação pública, ordenamento urbano, projetos sociais e fortalecimento das Guardas Municipais, enquanto o Estado atua no reforço do efetivo policial, da inteligência e da estrutura de segurança.

Durante a entrevista, Wagner apontou Santo Antônio de Jesus como exemplo de redução da criminalidade após investimentos em equipamentos de segurança, como a instalação da CPR Recôncavo e da Rondesp. Segundo ele, o município deixou de figurar entre os mais violentos do país após a adoção dessas medidas.

O parlamentar também afirmou que a Bahia registrou queda de quase 10% nos índices de violência em 2025, percentual que, segundo ele, supera a média nacional de redução, estimada em 8,2%.

Jaques Wagner ainda defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e a criação do Ministério da Segurança Pública, iniciativas apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para o senador, ampliar a integração entre a União e os estados é essencial para fortalecer o enfrentamento às organizações criminosas.

Ao abordar a atuação das facções criminosas, Wagner afirmou que o combate ao crime organizado deve ir além do policiamento ostensivo, com foco em inteligência, tecnologia e no enfraquecimento das estruturas financeiras que sustentam essas organizações.

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