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Milei volta a atacar Lula e faz novas acusações contra governo brasileiro

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e levantou novas acusações contra o governo brasileiro durante entrevista concedida a uma emissora de rádio argentina neste domingo (26). As declarações foram feitas um dia após sua participação na convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada em São Paulo.

Durante a entrevista, Milei afirmou, sem apresentar provas, que o governo brasileiro teria financiado parte de uma suposta “campanha anti-Argentina” durante a Copa do Mundo de 2026. Segundo o presidente argentino, cerca de 25% dos recursos utilizados nessa ação teriam origem no Brasil. Ele também alegou que a iniciativa teria contado com a participação do governo do México e do Partido Democrata dos Estados Unidos.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao comentar o assunto, Milei declarou que o Brasil teria sido o principal financiador da suposta campanha, mas não apresentou evidências que sustentassem a acusação.

As novas declarações ocorrem após a participação do presidente argentino na convenção do PL, no sábado (25). Durante o evento, Milei criticou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”, após afirmar que foi impedido de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na mesma ocasião, também se referiu ao presidente Lula como “presidiário”.

Em resposta às declarações, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires para prestar esclarecimentos e manifestar o descontentamento do governo brasileiro com as falas do presidente argentino.

Na entrevista, Milei também afirmou que profissionais ligados ao presidente Lula teriam participado da campanha presidencial argentina de 2023 em apoio ao então candidato governista Sergio Massa, seu adversário no segundo turno. Segundo ele, essa seria uma demonstração de interferência do governo brasileiro no processo eleitoral argentino.

As declarações ampliam a sequência de embates diplomáticos entre os governos de Brasil e Argentina, marcada por críticas públicas e divergências políticas desde a posse de Javier Milei na Presidência argentina.

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