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PSOL lança “Bancada da Macumba” para ampliar representação de religiões de matriz africana no Congresso

Candidatos do PSOL anunciaram a criação da “Bancada da Macumba”, um coletivo formado por postulantes à Câmara dos Deputados ligados às religiões de matriz africana. A iniciativa busca ampliar a representação política dos povos de terreiro no Congresso Nacional durante as eleições deste ano.

Foto: Reprodução/Redes sociais
Foto: Reprodução/Redes sociais

Segundo os integrantes do grupo, a proposta é fortalecer a participação de praticantes das religiões de matriz africana na elaboração de leis, na definição dos orçamentos públicos e na construção de políticas voltadas ao segmento.

Em manifesto divulgado nas redes sociais, os candidatos afirmam que a expressão “Bancada da Macumba” foi adotada como uma identidade política de enfrentamento ao racismo religioso e de ressignificação de um termo que, segundo eles, historicamente foi utilizado de forma pejorativa.

“A expressão ‘Bancada da Macumba’ é assumida como uma identidade política popular, de enfrentamento ao racismo e de ressignificação de uma palavra historicamente utilizada para criminalizar, inferiorizar e perseguir as tradições de matriz africana”, afirma o manifesto.

Os organizadores defendem que os povos de terreiro passem a ocupar espaços de decisão política, ampliando sua participação nas discussões legislativas.

“Ninguém pode falar melhor por nós do que nós mesmos. Enquanto não tivermos macumbeiros e macumbeiras ocupando os parlamentos, continuaremos sendo lembrados apenas em momentos pontuais, sem participação efetiva nas decisões”, diz outro trecho do documento.

Grupo reúne candidatos de quatro estados

A articulação é composta por seis candidatos à Câmara dos Deputados:

  • Adriano Fiúza (Distrito Federal);
  • Mãe Su de Nanã (São Paulo);
  • Renato Fonseca (Pernambuco);
  • Wesley Mendes (Bahia);
  • Mãe Bernadete de Oxóssi (Bahia);
  • Ariane Magalhães (Rio de Janeiro).

Segundo o manifesto, o coletivo pretende reunir sacerdotes e sacerdotisas, ogãs, ekedis, umbandistas, juremeiros, lideranças comunitárias, pesquisadores, educadores populares, agentes culturais, ativistas do movimento negro e representantes de outras tradições de matriz africana.

O grupo também afirma que pretende dialogar com parlamentares de outras legendas que apoiem a pauta, mesmo que não sejam praticantes dessas religiões, desde que assumam compromisso público com as propostas defendidas pela articulação.

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