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Anvisa aprova novas canetas de semaglutida e libera primeiro genérico no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida sintética no Brasil. Os registros foram publicados no Diário Oficial da União desta segunda-feira (17).

Valter Campanato / Agência Brasil
Valter Campanato / Agência Brasil

A semaglutida ganhou popularidade por ser o princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy. A substância é utilizada no tratamento do diabetes mellitus tipo 2 e também possui indicações relacionadas ao tratamento da obesidade, conforme o medicamento e avaliação médica.

Uma das principais novidades é a autorização do primeiro medicamento genérico de semaglutida sintética no país, produzido pela farmacêutica EMS.

Primeiro genérico de semaglutida

Em maio, a EMS já havia conseguido o registro do Ozivy, primeiro medicamento de semaglutida sintética registrado no Brasil. Agora, a empresa recebeu autorização para comercializar uma versão genérica do Ozivy.

Por se tratar de um genérico, o produto será comercializado utilizando a denominação do princípio ativo, sem nome comercial próprio. A entrada de uma versão genérica também pode ampliar a concorrência no mercado.

A Anvisa também aprovou o Semaclique, medicamento similar produzido pela Germed, empresa ligada à EMS. Diferentemente do genérico, medicamentos similares podem possuir marca própria, além de diferenças de embalagem e rotulagem, respeitando as exigências regulatórias.

Aplicação é semanal

Os medicamentos aprovados são administrados por meio de injeções semanais e tiveram seu uso reconhecido em associação a dieta e prática de exercícios físicos.

Antes e depois do início do tratamento, as canetas devem ser armazenadas sob refrigeração, em temperaturas entre 2 °C e 8 °C, conforme as condições previstas para os produtos.

As apresentações autorizadas possuem solução injetável de semaglutida 1,34 mg/mL, com diferentes quantidades de canetas e agulhas.

A Anvisa também reforça que medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1 estão sujeitos a prescrição médica com retenção de receita, seguindo as regras sanitárias vigentes.

A chegada de novas opções ocorre em meio à expansão do mercado brasileiro de medicamentos à base de semaglutida e de outras substâncias utilizadas no tratamento do diabetes e da obesidade.

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