PF nega autenticidade de documento usado por Nikolas para explicar mensagens com Vorcaro
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou nas redes sociais um documento atribuído à Polícia Federal para se defender da repercussão de mensagens trocadas com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. A PF, no entanto, negou nesta sexta-feira (4) a autenticidade do material.
O suposto relatório afirmava que as conversas entre Nikolas e Vorcaro representavam um “contato de natureza pessoal e profissional entre os interlocutores” e que não existiriam elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação específica contra o parlamentar.
De acordo com informações divulgadas pelo portal Metrópoles, porém, a Polícia Federal informou que o documento não foi produzido pela corporação.
A assessoria de Nikolas afirmou que o deputado teve acesso ao material após vê-lo circulando nas redes sociais e que desconhecia que se tratava de um documento falso.
Divergências no documento
Plataformas de checagem identificaram inconsistências no arquivo compartilhado, incluindo erros em datas, diferenças nas transcrições das mensagens e divergências em relação ao padrão de documentos oficiais da Polícia Federal.
Uma das inconsistências apontadas envolve a própria data do relatório. O material compartilhado por Nikolas aparece datado de 18 de novembro de 2025, enquanto o documento verdadeiro da Polícia Federal relacionado ao caso é de 27 de agosto de 2026.
A controvérsia ocorre após a divulgação de mensagens atribuídas a Nikolas e Vorcaro. Conforme reportagens publicadas anteriormente, o deputado teria procurado o então banqueiro em março de 2025 para tratar de um ativo minerário relacionado a um advogado próximo ao parlamentar.
Com a manifestação da PF, o documento utilizado pelo deputado para contextualizar as conversas não pode ser considerado um relatório oficial da corporação. Segundo sua assessoria, Nikolas não tinha conhecimento da falsidade do material quando o compartilhou.

