Trump ameaça “aniquilar” Irã caso não haja acordo e prevê negociação após eleições nos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira (22) intensificar a ofensiva contra o Irã caso não seja alcançado um acordo para encerrar o conflito. A declaração foi feita durante seu discurso na 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
Ao tratar da guerra, Trump afirmou estar diante de uma “grande decisão” e apresentou dois possíveis caminhos: chegar a um entendimento que permita ao Irã se reconstruir ou ampliar as ações contra a República Islâmica.
“Será que um acordo será feito com o Irã? […] Ou será que eu aniquilo a República Islâmica?”, declarou Trump.
O presidente também utilizou uma retórica mais dura ao questionar se deveria levar o regime iraniano ao que chamou de “inferno”, sem possibilidade de sobrevivência.
Trump espera acordo após eleições
Apesar das ameaças, Trump afirmou acreditar que Estados Unidos e Irã poderão alcançar um acordo depois das eleições de meio de mandato norte-americanas, marcadas para 3 de novembro. Segundo ele, Teerã estaria aguardando o resultado das urnas antes de avançar nas negociações.
Trump declarou ainda que o resultado eleitoral não determina sua estratégia para o Irã e reiterou que impedir o país de obter uma arma nuclear permanece como um dos objetivos centrais de sua política. O governo iraniano sustenta que seu programa nuclear não busca produzir armamento.
Guerra pressiona economia e segurança internacional
As declarações acontecem quase sete meses após o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. A guerra afetou o transporte marítimo no Oriente Médio e pressionou o mercado internacional de petróleo, especialmente diante das incertezas relacionadas ao Estreito de Ormuz.
Durante o pronunciamento, Trump defendeu a atuação militar americana e pediu que outros países ampliem o isolamento econômico de Teerã como forma de pressionar o governo iraniano a negociar.
A delegação do Irã deixou o plenário durante as críticas feitas pelo presidente americano.
Ucrânia, cartéis e inteligência artificial
Além do Irã, Trump abordou outros temas internacionais. Sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia, disse acreditar que um entendimento diplomático pode ser alcançado. Também voltou a defender ações contra cartéis de drogas e tratou da política dos Estados Unidos para países do continente americano.
Na área de tecnologia, o presidente defendeu a liderança americana no desenvolvimento da inteligência artificial e utilizou a expressão “superinteligência” durante sua manifestação. Trump também voltou a fazer críticas ao Tribunal Penal Internacional e a organismos multilaterais.
O discurso ocorreu após a participação do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia Geral da ONU. A guerra envolvendo Estados Unidos e Irã está entre os principais assuntos discutidos pelos líderes reunidos em Nova York nesta semana.

