Eduardo Bolsonaro promete “faxina” no Itamaraty caso Flávio seja eleito presidente
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que pretende promover mudanças no Ministério das Relações Exteriores (MRE) caso seu irmão, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seja eleito. Em vídeo publicado nas redes sociais na quarta-feira (30), Eduardo disse ter feito um levantamento sobre integrantes do Itamaraty e afirmou que acompanhará servidores que, na avaliação dele, teriam “sabotado” o governo de Jair Bolsonaro.
“Meu caro servidor do Itamaraty, se você ajudou a sabotar o governo Bolsonaro, preocupe-se de verdade porque eu vou estar na sua cola”, declarou Eduardo durante a gravação.
Diplomata é citado por Eduardo
No vídeo, Eduardo também faz referência a um áudio atribuído a um diplomata brasileiro envolvendo apoio da representação brasileira na Espanha à mudança da família de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para Madri.
O ex-deputado utilizou o episódio para criticar o tratamento que, segundo ele, teria sido oferecido à família do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e compará-lo à situação de brasileiros que deixaram o país após os atos de 8 de janeiro de 2023.
Eduardo afirmou ainda que, em uma eventual gestão de Flávio Bolsonaro, pretende defender a substituição de diplomatas que considera responsáveis por ações contrárias ao governo de seu pai. Ele mencionou especificamente o posto brasileiro na Espanha como um dos que sofreriam mudanças.
Levantamento sobre integrantes do Itamaraty
Eduardo disse ter acompanhado movimentações de embaixadores e diplomatas realizadas desde a transição entre os governos Jair Bolsonaro e Lula.
Segundo ele, o levantamento inclui informações sobre servidores retirados ou transferidos de postos no exterior e mudanças realizadas na estrutura diplomática brasileira.
As declarações ocorrem também em meio à discussão, dentro da campanha de Flávio Bolsonaro, sobre uma eventual reforma do Itamaraty. Reportagem da Folha de S.Paulo aponta que aliados discutem mudanças na carreira diplomática, incluindo critérios de desempenho, revisão de promoções e maior especialização regional e temática. Um dos formuladores citados pela reportagem, Marcos Degaut, afirmou que a proposta não teria como objetivo promover uma “caça às bruxas” entre diplomatas.
Eduardo cita reportagens sobre atuação de diplomatas
Para sustentar suas críticas, Eduardo também mencionou reportagens sobre integrantes do Itamaraty que teriam atuado internamente durante o governo Jair Bolsonaro para conter determinadas orientações da política externa.
A existência dessas reportagens é usada por Eduardo como argumento para afirmar que houve “sabotagem” dentro do ministério. Essa caracterização, porém, corresponde à interpretação apresentada pelo ex-deputado sobre a atuação dos servidores.
As declarações de Eduardo foram feitas a poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro.

