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Mesmo preso e com candidatura barrada, Binho Galinha recebe mais de 23 mil votos na Bahia

Mesmo preso preventivamente e com o registro de candidatura indeferido pela Justiça Eleitoral, o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Avante), recebeu 23.469 votos na eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), realizada neste domingo (4).

A votação ocorreu enquanto a situação da candidatura ainda depende de uma decisão definitiva da Justiça Eleitoral.

Em 14 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) decidiu, por unanimidade, manter o indeferimento do registro de Binho Galinha. Como a decisão ainda estava em fase de recurso, o parlamentar pôde permanecer na disputa e teve seu nome mantido na urna eletrônica.

R$ 125 mil do próprio bolso

Mesmo após o registro ter sido barrado pelo TRE-BA, Binho Galinha continuou financiando a campanha eleitoral.

Segundo informações disponíveis no DivulgaCand, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura registrou R$ 125.150 em recursos.

Desse total, R$ 125 mil foram colocados pelo próprio candidato, por meio de quatro transferências realizadas após a decisão do TRE-BA. A única contribuição de terceiros registrada foi de R$ 150.

O que acontece com os 23 mil votos?

Atualmente, os 23.469 votos destinados a Binho Galinha aparecem como “anulados sub judice”.

Na prática, a situação definitiva desses votos depende do resultado do processo eleitoral envolvendo o registro da candidatura.

Caso Binho consiga reverter o indeferimento de forma definitiva, os votos poderão ser considerados válidos e produzir efeitos no resultado da eleição. Se a Justiça mantiver definitivamente a rejeição do registro, os votos continuarão anulados.

Prisão e condenação

Binho Galinha está preso preventivamente desde outubro de 2025, em um dos desdobramentos da Operação El Patrón.

O parlamentar é acusado pelo Ministério Público de liderar uma organização criminosa investigada por crimes como lavagem de dinheiro, jogo do bicho e agiotagem.

Além das acusações que motivaram as investigações e a prisão preventiva, Binho Galinha foi condenado, em julho deste ano, a mais de 36 anos de prisão.

Apesar da situação judicial e do indeferimento de sua candidatura, o deputado conseguiu ultrapassar a marca de 23 mil votos nas urnas, enquanto aguarda a definição da Justiça Eleitoral sobre o registro de sua candidatura.

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