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Após ficar atrás de Flávio, Lula muda estratégia e reforça presença nas redes sociais

Após terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou a reformular a estratégia de comunicação para a reta final da disputa presidencial. Uma das principais mudanças será ampliar a presença do petista nas redes sociais, com conteúdos mais curtos e linguagem adaptada às plataformas digitais.

Nesta quarta-feira (7), Lula publicou vídeos falando diretamente para a câmera, em formato de “selfie”, seguindo uma linguagem mais próxima da utilizada no Instagram e no TikTok. A movimentação ocorre em meio às discussões internas sobre a necessidade de melhorar o desempenho digital da campanha.

A cobrança por mudanças ganhou força após o resultado das urnas. Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Foram 56.104.503 votos para o candidato do PL e 53.879.538 para o petista, uma diferença de 2.224.965 votos.

Campanha quer Lula mais presente no digital

Em reunião com aliados após o primeiro turno, Lula ouviu avaliações sobre a necessidade de produzir mais conteúdos próprios para as redes sociais e ampliar sua participação em entrevistas.

A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos e com forte presença nas redes, também passou a participar das discussões sobre a estratégia digital. Nesta quarta, ela se reuniu com Lula em Brasília para tratar de formas de ampliar a atuação da campanha na internet.

A campanha também pretende reforçar a participação de influenciadores, parlamentares e apoiadores com grande alcance digital, formando uma rede de produção e distribuição de conteúdos durante as próximas semanas.

Discurso também deve mudar

A reformulação não ficará restrita às redes sociais. A campanha petista também trabalha para mudar o discurso utilizado contra Flávio Bolsonaro.

Entre as estratégias discutidas está alertar os eleitores sobre possíveis riscos a programas sociais e benefícios mantidos pelo atual governo em caso de vitória da oposição. A abordagem vem sendo descrita nos bastidores como uma “estratégia do medo”.

A expressão, porém, descreve uma estratégia atribuída à campanha e não significa que eventuais cortes ou extinções desses programas estejam definidos. Caberá à campanha de Lula sustentar politicamente esses argumentos durante o confronto com o adversário.

Com pouco mais de duas semanas até a votação, Lula e Flávio agora disputam os votos dos candidatos eliminados no primeiro turno e também tentam mobilizar parte dos 33,4 milhões de eleitores que não compareceram às urnas no último domingo.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

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