Carla Zambelli pede dinheiro a apoiadores para se manter na Itália e anuncia assinatura de R$ 50
A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) recorreu às redes sociais para pedir ajuda financeira aos apoiadores enquanto permanece na Itália. Em um vídeo divulgado na internet, ela anunciou a criação de uma comunidade paga, com mensalidade de R$ 50, para arrecadar recursos destinados às suas despesas pessoais.
Zambelli afirmou que enfrenta dificuldades para abrir uma conta bancária e conseguir emprego no país europeu. Segundo ela, a situação estaria relacionada às medidas judiciais adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Moraes destruiu a minha vida […] ele colocou na Interpol um crime de invasão com prejuízo financeiro, que dá a entender que eu roubei um banco. Então, nenhum banco do mundo, seja digital ou daqui da Itália, quer abrir uma conta para mim”, declarou.
As dificuldades bancárias e profissionais relatadas pela ex-parlamentar não foram comprovadas de maneira independente.
Ex-deputada promete conteúdos exclusivos por R$ 50 mensais
Como alternativa para conseguir recursos, Zambelli anunciou uma comunidade virtual na qual os participantes deverão pagar R$ 50 por mês.
Em troca, os assinantes terão acesso a conteúdos exclusivos, incluindo relatos de suas experiências e informações sobre diferentes assuntos.
No vídeo, a ex-deputada reconheceu que nem todos os seguidores possuem condições financeiras para contribuir, mas pediu apoio àqueles que acompanharam sua trajetória política.
“Se você um dia me admirou, eu te peço essa ajuda, para que você entre nessa comunidade e faça a sua inscrição, para que eu possa me manter aqui na Itália, até as coisas se resolverem no Brasil”, afirmou.
Segundo Zambelli, o dinheiro arrecadado será utilizado para custear suas despesas enquanto tenta reorganizar sua situação financeira.
Condenações no Brasil e situação na Itália
Carla Zambelli deixou o Brasil em 2025, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por crimes relacionados à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e falsidade ideológica.
O processo envolve a inserção de documentos falsos nos sistemas do órgão, incluindo um mandado de prisão fraudulento contra o ministro Alexandre de Moraes.
Em junho de 2025, o magistrado determinou o bloqueio dos bens e ativos financeiros da ex-deputada, além de decretar sua prisão preventiva a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Zambelli foi presa em Roma, em julho daquele ano, mas acabou libertada em maio de 2026, após decisão da Justiça italiana contrária à sua extradição naquele processo.
A ex-parlamentar também recebeu uma condenação de cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionada ao episódio em que perseguiu um homem armada durante a campanha eleitoral de 2022, em São Paulo.
Novo julgamento de extradição está marcado para novembro
O segundo processo de extradição segue em análise pela Justiça italiana.
Em 27 de outubro, a Corte de Apelação de Roma adiou para 24 de novembro o julgamento do pedido apresentado pelas autoridades brasileiras.
O adiamento ocorreu após a defesa solicitar mais tempo para examinar documentos relacionados às condições do sistema prisional brasileiro.
Enquanto aguarda a decisão, Zambelli permanece em liberdade na Itália e tenta obter recursos por meio das assinaturas mensais oferecidas aos seguidores.

