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Anvisa aprova registro de cinco novas canetas de semaglutida para tratamento do diabetes tipo 2

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle adequado da doença. Os produtos são conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, devido ao efeito de promoção da saciedade e auxílio na perda de peso.

Marcello Casal jr / Agência Brasil
Marcello Casal jr / Agência Brasil

Os medicamentos registrados são Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema, produzidos por diferentes empresas farmacêuticas. Segundo a Anvisa, todos foram aprovados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos, especialmente para pacientes que não podem utilizar metformina em razão de intolerância ou contraindicação.

Os novos produtos foram registrados por comparação com o Ozempic, medicamento biológico já disponível no mercado. Todos utilizam a semaglutida sintética como princípio ativo, um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina, reduzir os níveis de glicose no sangue e aumentar a sensação de saciedade.

As aprovações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29), por meio das Resoluções nº 2.941/2026 e 2.942/2026. De acordo com a Anvisa, este representa o maior volume de registros concedidos para medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1.

A agência informou ainda que cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para tratamento da obesidade e do diabetes protocolados atualmente são referentes a versões sintéticas desse tipo de medicamento, reflexo do avanço tecnológico na produção da semaglutida em laboratório.

A Anvisa também reforçou que sua atuação se limita à análise e ao registro dos medicamentos, não realizando qualquer tipo de comercialização. O órgão alertou que são falsas as publicidades que afirmam vender canetas emagrecedoras em nome da agência e orientou os consumidores a denunciarem esse tipo de golpe por meio da plataforma Fala.BR.

Outro alerta da agência diz respeito à Retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly. Segundo a Anvisa, o produto ainda não possui autorização para uso ou comercialização em nenhum país e sequer teve pedido de registro apresentado no Brasil. Apesar disso, versões irregulares vêm sendo anunciadas em sites e redes sociais, o que representa risco à saúde dos consumidores.

A agência recomenda que medicamentos sejam adquiridos apenas por canais autorizados e utilizados exclusivamente com prescrição e acompanhamento médico.

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