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Justiça determina penhora de quase R$ 284 mil de Belo por dívida com advogado

O cantor Belo teve uma penhora de aproximadamente R$ 283,5 mil autorizada pela Justiça de São Paulo em uma ação movida pelo advogado Marcelo Epifanio Rodrigues Passos. A cobrança está relacionada a honorários advocatícios que, segundo o profissional, não foram pagos após sua atuação na disputa judicial entre o artista e o ex-jogador de futebol Denilson.

A decisão foi proferida no dia 16 de outubro pela 1ª Vara Cível da Regional de Butantã e permite a reserva de créditos que Belo tem a receber em outro processo, em tramitação na 34ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

As informações foram divulgadas pela coluna de Fábia Oliveira.

Dívida passou de R$ 224 mil para R$ 283,5 mil

A ação foi iniciada em 6 de fevereiro deste ano, quando o advogado procurou a Justiça para cobrar valores que afirma ter direito a receber do cantor.

Inicialmente, a cobrança era de aproximadamente R$ 224 mil. No último dia 14, Marcelo apresentou um cálculo atualizado, elevando o débito para cerca de R$ 283,5 mil.

O advogado solicitou a chamada penhora no rosto dos autos, mecanismo judicial que permite reservar valores que uma pessoa tem a receber em determinado processo para garantir o pagamento de uma dívida cobrada em outra ação.

No caso de Belo, os créditos estão relacionados a receitas e royalties de sua obra musical.

A Justiça aceitou a atualização do valor e autorizou a indisponibilidade de recursos suficientes para cobrir a cobrança.

Pagamento ainda não está garantido

Apesar da decisão favorável ao advogado, a penhora não significa que o valor já tenha sido transferido ou que a dívida esteja quitada.

A 34ª Vara Cível deverá avaliar a existência de recursos disponíveis e a ordem de preferência entre os credores que também buscam receber valores do cantor.

Marcelo argumenta que os honorários advocatícios possuem natureza alimentar, por representarem recursos destinados ao sustento do profissional, e por isso deveriam receber tratamento prioritário.

Entretanto, caberá à Justiça analisar essa preferência diante das demais cobranças.

Antes da nova decisão, Belo já havia sido citado para pagar voluntariamente a dívida ou apresentar defesa por meio de embargos à execução. Segundo o andamento processual relatado, nenhuma dessas medidas foi adotada.

Em uma tentativa anterior de bloqueio de valores diretamente nas contas bancárias do artista, a Justiça encontrou apenas R$ 938,18.

Cobrança tem origem em disputa entre Belo e Denilson

O advogado afirma que foi contratado pelo cantor em 2019 para atuar na disputa judicial envolvendo o ex-jogador Denilson e a aquisição do grupo de pagode Soweto.

O conflito entre os dois artistas se arrastou por anos e terminou após a celebração de um acordo.

Segundo Marcelo, sua atuação contribuiu para reduzir uma dívida estimada em aproximadamente R$ 8 milhões para R$ 2,7 milhões.

O profissional sustenta que os honorários foram calculados com base no resultado das negociações e na redução do valor devido ao ex-jogador.

Apesar de afirmar que participou diretamente da construção do acordo, Marcelo alega que não recebeu a remuneração acertada com Belo, motivo pelo qual decidiu recorrer à Justiça.

A cobrança permanece em andamento, e o recebimento efetivo dependerá da disponibilidade dos créditos e das próximas decisões judiciais.

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